Faz meses que não venho aqui, demasiados talvez... A minha vida deu a maior volta de sempre neste último ano que nem sei como lidar com isso. Talvez por isso nunca mais cá voltei. Era disto que eu precisava para cá voltar e, infelizmente, aconteceu. Tudo o que me puxa para aqui têm sido os piores momentos. Não que não tenha tido maus momentos e momentos de fraqueza durante este tempo, simplesmente nenhum tão forte para me fazer voltar a cair e vir aqui desabafar tudo e mais alguma coisa, todos os pensamentos sem sentido que me passam pela cabeça.
Estou quase a fazer 18 anos e, sei lá, subitamente perdi toda a vontade de o festejar, todo o entusiasmo criado durante anos para a chegada deste dia. Algo falta, muito falta.
Era disto que precisava para cá voltar, de outra recaída. De algo que me magoasse o suficiente para trazer o sofrimento de tudo o que passou neste tempo e foi guardado, não demonstrado e muito menos superado. Não que esteja feliz por isto tudo acontecer, antes pelo contrário. Não sei, sinto apenas que quanto mais vou sofrendo, quanto mais coisas vão acontecendo, mais vazia vou ficando. Sinto um vazio enorme dentro de mim que tende apenas a aumentar e nada mais.
Não digo que seja infeliz, não. Não posso dizer que estou bem, mas também não posso dizer que sou infeliz. Todos temos momentos na vida em que simplesmente não nos sentimos bem, as pessoas nos magoam e subitamente parece que tudo volta, que tudo custa ainda mais do que antes. Só nos resta agarrar-nos àquilo que nos faz bem, àquilo e àqueles que ainda nos conseguem pôr um sorriso na cara mesmo nestes tempos menos bons. Agarrar-nos a isso e nunca mais largar.
Por vezes os piores momentos são dádivas na nossa vida. Fazem-nos perceber muita da realidade que não vemos quando estamos demasiado iludidos com a vida. Descobrem-se pessoas, descobrem-se sentimentos. E, no fim, tudo isso nos vai fazer melhor.
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