Bem, este foi um ano diferente. Não digo diferente no sentido estúpido e literal de que o número mudou, mas diferente por nunca outro ter acabado com tanta coisa a ter acontecido. Passei mais de metade deste ano bem. Não digo feliz porque ainda me faltaram algumas coisas para isso. Não vi o Sporting campeão, não acabei o 11º, não estive com certas pessoas com as quais queria ter estado, não consegui acabar o ano sem que alguém que me é próximo morresse. Mas lá no fundo nem foi um mau ano de todo.
Aproximei-me e iludi-me. Apeguei-me e desiludi-me. Criticaram-me, rebaixaram-me, fizeram-me odiar-me. Odiei, fui-me a baixo, estive quase a desistir. Mas a verdade é que no entanto, continuo aqui. Descobri que sou capaz de mais do que aquilo que sinto que sou.
Vivo demasiado intensamente. Dou tudo de mim a coisas que por vezes ninguém entende e me critica. Ao meu clube, aos meus sonhos, aos meus textos... Não censuro ninguém, até entendo. Quem não se compreende tem se tendência automática para julgar, já faz parte.
Sou conquistada muito facilmente, não só a níveis amorosos, e isso nem sempre acaba bem. Ou acaba por gerar uma enorme felicidade, ou uma enorme porcaria.
A verdade é que não sou certa, nem acho que algum dia o vá ser. Hoje posso chorar a tua ausência por achar que não consigo estar sem ti, e amanhã só o teu respirar já me irritar. Não vale a pena tentar perceber-me porque nem eu própria o consigo fazer.
Aprendi a valorizar o que tenho na minha vida mas nunca me acomodar, esperar sempre mais, ambicionar sempre o melhor.
Tornei-me um pouco fria em relação ao mundo mas descongelei imenso em relação a quem me é próximo. É verdade que quando me apego me torno a pessoa mais chata do mundo, mas quem se importa com isso acaba por se afastar e nem vale a pena impedir, pois se não conseguiu lidar comigo nem gostam de o tentar, não valia a pena eu estar a esforçar-me para tal. Quem tem paciência para me aturar e gosta de o fazer merece tudo o que dou de mim, e não gosto de não demonstrar o carinho que tenho por quem o faz.
É certo que ninguém me conhece bem até me aturar uma tarde inteira. É também óbvio que provavelmente quem partilha o mesmo clube que eu vai ver mais de mim do que outros. Gosto de pensar que toda a gente vale a pena conhecer. Nem que seja pela descoberta de como é e como será. E isso é das coisas que mais retive deste ano.
No fundo 2015 foi um ano de aprendizagens. Não foi o melhor, mas também não foi o pior. Aprendi a viver sem , a habituar-me a estar sozinha e a não entrar em pânico com a solidão. Aprendi que o melhor ainda está para vir e eu estou pronta, que venha.
Bom ano a todos e que seja muito melhor que este. Que seja em 2016 que os vossos sonhos se realizem!

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